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Moratória da soja

Moratória soja principal (Foto: Acervo Imaflora) Moratória soja principal

A Moratória da Soja diz não à destruição da floresta Amazônica.

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É um acordo firmado entre empresários e associações que propõe o fim da compra de grãos de soja de áreas plantadas onde houve corte e queima ilegal da floresta a partir de julho de 2006. Quem participa da moratória demonstra o repúdio a produções de soja que desrespeitam leis ambientais, trabalhadores e populações locais, e prioriza aquelas que seguem padrões socioambientais corretos. O objetivo da moratória é diminuir e, futuramente, acabar de vez com a devastação ilegal da Amazônia para fins agrícolas, além de mostrar que, com o apoio da sociedade, é possível unir desenvolvimento e ganhos econômicos com conservação de florestas.

A iniciativa partiu da ABIOVE (Associação Brasileira de Indústrias e Óleos Vegetais) e da ANEC (Associação Nacional de Exportadores de Cereais) junto com seus associados, apoiadas por instituições da sociedade civil e governo federal (através do Ministério do Meio Ambiente).

Para implantar a moratória, foi criado o GTS (Grupo de Trabalho da Soja), do qual o Imaflora faz parte através de um subgrupo chamado Relações Internacionais (cujo objetivo é estimular a sociedade civil e os empresários do setor da soja a cumprirem o acordo pela moratória). Há ainda outros dois subgrupos: de Mapeamento e Monitoramento e Educação, Informação e Código Florestal. Juntos, eles pretendem: auxiliar o cumprimento das leis ambientais, identificar boas práticas agrícolas e implantá-las nas produções de soja, monitorar os plantios, desenvolver políticas públicas, estimular melhorias do controle do desmatamento e reunir cada vez mais adeptos à causa.

O plantio e a venda de soja no Brasil gera renda e empregos, utilizando para isso recursos naturais e os serviços ambientais. É um negócio rentável que atende o mercado interno e externo, e está associado diretamente à conservação de áreas florestais. Portanto, produtores e consumidores de soja têm responsabilidades não só pela mudança no modelo predatório de produção no campo, mas pela busca de um consumo mais responsável, que verifique a origem da soja comercializada e exija um processo produtivo mais sustentável.

Histórico:

No dia 24 de Julho de 2006, os participantes de duas associações que comercializam soja e produtos derivados, a ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e a ANEC (Associação Nacional de Exportadores de Cereais), decidiram colocar em prática a chamada Moratória da Soja. A decisão seria que as associações e seus membros não mais comprariam ou venderiam soja que tivesse origem de plantações formadas a partir da destruição da floresta Amazônica. O acordo valeria para plantios iniciados na Amazônia após julho de 2006.

A iniciativa recebeu apoio de Organizações Não-Governamentais, como o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), empresários e do governo federal, como uma maneira de incentivar o desenvolvimento econômico da Amazônia com base na responsabilidade socioambiental, conservando a floresta de maior biodiversidade do planeta.

Para que a moratória alcançasse seu objetivo, foi formado um Grupo de Trabalho da Soja (GTS), composto por uma agenda multidisciplinar de tarefas que inclui, entre elas, o mapeamento de plantações, educação ambiental, o incentivo a práticas agrícolas sustentáveis e a aplicação das leis ambientais brasileiras. Inicialmente, o projeto levaria dois anos, com final estabelecido para 2008. Porém, um novo acordo já foi firmado entre os seus participantes, e pretende levar a Moratória da Soja até o final do ano de 2009, com chances de renovação.

Parceiros e financiadores do projeto:

ONGs: Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), Amigos da Terra (Amazônia), Articulação Soja-Brasil, CI - Conservação Internacional, Greenpeace, IPAM (Instituto de Pesquisas da Amazônia), The Nature Conservancy (TNC) e WWF-Brasil.

Empresas participantes da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais): ADM, Amaggi, Bunge e Cargill.

Contato:

ppp@imaflora.org

Informações complementares:

http:// www.greenpeace.org/brasil/
http:// www.abiove.com.br

 
+55 (19) 3414-4015

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