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Este guia é fruto da experiência de trabalho do IMAFLORA - Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola e da vontade de contar com uma maior participação dos sindicatos de trabalhadores nos processos de certificação de manejo florestal do sistema FSC - Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal.
O IMAFLORA acredita que a participação das partes interessadas no acompanhamento e monitoramento das condições ambientais, sociais e trabalhistas em empreendimentos de manejo florestal certificados ou em processo de certificação pode possibilitar a contínua melhoria das condições de trabalho e de vida de trabalhadores e trabalhadoras do setor florestal. Esta participação também é muito importante para fortalecer o sistema de certificação do FSC.
Dada a importância do tema, este guia contou com a revisão e a colaboração de várias entidades sindicais no Brasil e na América Latina, entre elas, o Escritório Regional para a América Latina da Federação Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (FITCM). Desta consulta surgiu a parceria entre o IMAFLORA e a FITCM para apresentar esta publicação também em inglês e espanhol.
Esperamos contribuir para que sindicatos de trabalhadores no setor florestal utilizem as oportunidades previstas no processo de certificação de manejo florestal FSC. Esta pode ser mais uma ferramenta para ajudar a melhorar as relações de diálogo e negociação com as empresas certificadas, proporcionar melhorias nas condições de trabalho, fortalecer a ação sindical e contribuir para a conservação dos recursos florestais.
Le rythme accéléré de déforestation et de dégradation des forêts tropicales, a entraîné dans les années 1980 en Europe le boycott des bois tropicaux à travers des campagnes organisées par certaines Organisations Non Gouvernementales du Nord.
Après des recherches faites suite à ce boycott, on s’est rendu compte que l’exploitation forestière n’était pas la seule cause de la déforestation; mais qu’il en existait plusieurs autres: agriculture, pâturage…
C’est ainsi qu’apparaît dans les années 90 l’idée de certification forestière. Plusieurs systèmes de certifi cation voient alors le jour et créent une confusion dans l’esprit des consommateurs.
Très vite, la certifi cation perd sa crédibilité. En 1992, l’Alliance des Travailleurs du Bois pour la Protection des Forêts Tropicales Humides propose la création d’un Conseil de Bonne Gestion Forestière / Forest Stewardship Council (FSC) dont l’Assemblée Générale Constitutive s’est réunie en octobre 1993. Il harmonise tous les systèmes et initiatives de certifi cation existants à ce moment là, gagne chaque jour la confi ance des divers intervenants et devient de ce fait le seul système crédible accepté par la majorité.
Ce guide est un outil simple d’usage pour les communautés rurales et tous les acteurs intéressés par le processus de certifi cation forestière FSC....
This guide aims to provide practical advice to anyone wanting to set up a group certification scheme. It describes specifically the requirements for FSC certification, but may also be useful for those setting up group schemes for other standards.
The high rate of deforestation and degradation of tropical forests resulted in the 1980s, in the boycott of tropical timber in Europe through campaigns organised by some nongovernmental organisations of the North.
Research carried out following this boycott revealed that logging was not the only cause of deforestation - but that there were many other causes such as agriculture, grazing and so on.
Consequently, the idea of forest certifi cation came into being in the 1990s. Several systems of certifi cation were developed and by the way, brought confusion in the mind of consumers. Very quickly, certifi cation lost its credibility.
In 1992, the Alliance of wood workers, traders and representatives of environmental and human-rights organisations working for the protection of rainforests (Rainforest Alliance) proposed the creation of the Forest Stewardship Council (FSC) whose Founding Assembly met in October 1993.
By integrating all the existing systems of certifi cation into its scheme, this body gradually gained the confi dence of various stakeholders and consequently became the only credible system accepted by the majority. This guide is a simple tool to be used by the rural communities and all the stakeholders interested in the FSC forest certifi cation process…
These guidelines are the result of the field experience accumulated by IMAFLORA - Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA - Institute for Forest and Agricultural Management and Certification) over its ten years of existence and of its disposition to encourage greater participation of workers' unions in the FSC Forest Stewardship Council certification process.
IMAFLORA firmly believes that the participation of all stakeholders in monitoring environmental, social and working conditions in forest management operations, be they certified or in the process of obtaining certification, will ensure the continuous improvement of the work environment and the quality of life of forest workers. Such participation is also very important in strengthening the FSC certification scheme.
Due to the relevance of the subject, these guidelines received inputs from a number of labor unions and related organizations in Brazil and in Latin America, especially from the Latin American Regional Office of the International Federation of Building and Wood Workers (IFBWW), with whom IMAFLORA established a partnership to publish these guidelines also in Spanish and English.
We trust that forest workers' unions will be able to make good use of the opportunities brought about by the FSC forest certification process. Hopefully, these guidelines will become an additional tool to improve the dialogue and negotiations between workers and certified forest enterprises, improve working conditions, strengthen union activities, and contribute to the adequate utilization and conservation of forest resources.
Impact assessment of FSC certification on forest enterprises in southern Brazil
Embora tenha surgido com a perspectiva de utilizar de forma pioneira a certificação florestal e agrícola, o Imaflora evoluiu na percepção das questões relacionadas à certificação, na compreensão de seu papel e na forma como anuncia a sua razão de ser.
Ao longo desses 10 anos, os desafios e as questões originais foram sendo ampliados, levando a novas estratégias e campos de atuação, como as políticas públicas, as cadeias de produção e consumo e as questões relativas às práticas de comércio justo e consumo responsável.
A certificação, que na origem foi a razão de ser do Imaflora, é hoje uma ferramenta, ainda estratégica da organização. Com suas ações, o Instituto pretende contribuir para aumentar a conservação de recursos naturais do País; aumentar o bem-estar de assalariados rurais, suas famílias e comunidades ao redor de empreendimentos florestais e agrícolas; elevar a renda e a qualidade de vida de comunidades e pequenos produtores florestais e agrícolas; afirmar a viabilidade de um modelo de desenvolvimento com alto desempenho socioambiental; e contribuir para o fortalecimento do movimento socioambiental nacional e internacional.
Esta publicação é uma versão atualizada e ampliada do livro “Certificação Socioambiental do Setor Sucroalcooleiro”, organizado por José Maria Gusman Ferraz, Laura de Santis Prada e Marcelo Paixão, editado em 2000 pela EMBRAPA Meio Ambiente, pelo Imaflora e pela FASE.
Após uma circulação inicial restrita à academia e a algumas entidades diretamente vinculadas à cultura e ao processamento de cana-de-açúcar, o trabalho passou a ser demandado por um público mais amplo, englobando formuladores de políticas públicas, ONGs, organizações de trabalhadores, pesquisadores, estudantes de diversas áreas, empresas do setor sucroalcooleiro e outros segmentos do chamado agronegócio. Devido a isso, aquela primeira edição rapidamente se esgotou.
Acreditamos em que tal interesse pelo livro, ultrapassando nossas expectativas iniciais, seja decorrente da atual expansão do referido setor no país, catalisada pela necessidade de aumentar a produção de combustíveis renováveis, em conexão com as mudanças climáticas em curso e suas interfaces com outras questões socioambientais. Além disso, percebemos que esse interesse também resultou de um crescente reconhecimento da importância das questões socioambientais na agricultura e do papel da certificação para grupos mais abrangentes da sociedade brasileira, que passaram a incluir esses temas em suas agendas de trabalho e de atuação técnica e política.
feito na Dobra :-)